The King of 2000 é um jogo que divide opiniões. A verdade é que ele possui diversos problemas, mas ele carrega o peso de ser o adeus aquela SNK ousada dos anos 90 que a gente tanto amava.

A popular empresa japonesa foi responsável por revolucionar os arcades com o Neo Geo MVS, que virou queridinho dos donos de estabelecimento por conta da máquina funcionar igual a um console via cartucho (um grande cartucho). Como se já não bastasse, a máquina tem modelos que comportam até seis cartuchos, assim fazendo a troca de jogos ser muito mais simples e pratica do que era de costume na época. Antes dela, para um estabelecimento trocar um jogo era necessário trocar a máquina inteira. A criação da SNK simplesmente barateaou esse processo.

O que ajudou a popularizar a empresa entre os jogadores foram os seus jogos de grande qualidade e franquia amadas, principalmente do gênero luta, rendendo até uma rivalidade com a Capcom.

The King of Fighters era o grande nome dentro da SNK, o público aguardava ansioso todo ano para ver como era o novo jogo da franquia e sua história. Em meio ao sucesso com seus jogos, a empresa tomou diversas decisões ruins com o desenvolvimento de hardwares, incluindo os seus consoles Neo Geo AES, Neo Geo CD, o portátil Neo Geo Pocket e a placa de arcade Neo Geo 64.

Essas produções custosas que não venderam bem acabaram contribuindo para a falência da SNK. Em meio a esse processo, The King of Fighters 2000 estava em desenvolvimento.

O último suspiro

Esse foi o primeiro jogo da franquia a não contar com o produtor Takashi Nishiyama, que saiu para fundar Dimps (empresa responsável por Street Fighter 4 e 5). Para piorar, vários funcionários foram embora com o projeto ainda em desenvolvimento. Isso acabou resultando em um jogo mal balanceado e com alguns bugs.

Mesmo com esses contratempos, The King of Fighters 2000 saiu como tipo de despedida daquela SNK detalhista em seus jogos, tanto que mesmo com problemas, ele carrega as principais características da franquia.

Cenários e músicas feitas com carinho

As músicas desse jogo são incríveis e feitas com enorme carinho, muitas até estão entre as melhores da franquia. Chega a ser gritante o abismo de qualidade que existe entre as músicas de The King of Fighters 2000 e as dos três jogos seguintes a ele. A mais emblemática entre elas é o tema de Kyo, que se chama “Goodbye Esaka”, que deixa claro o clima de despedida.

Os seus cenários também são ricos em detalhes. Eles não são alegres e festivos como em kof 96 e 97, isso tudo tem haver com a história do game. Durante os eventos de kof 2000, o torneio está acontecendo às escondidas, e os cenários traduzem muito bem esse clima mais underground.

Mesmo em meio a grandes problemas com balanceamento, The King of Fighters 2000 é uma despedida daquela SNK gloriosa que conhecemos no passado. Podemos dizer que ele foi o último suspiro da antiga empresa. Quando a gente passa a ter noção do impacto que ele tem por ser o encerramento do ciclo da clássica SNK, jogar ele passa a ter um clima diferente.

Caso você não conhecesse antes a importância que esse jogo tem, não só para franquia, mas a SNK no geral, espero que você tenha passado a olhar esse jogo com outros olhos. Ele pode até não ser o ponto máximo de Kof, mas ele encerra o ciclo dourado de uma das maiores empresas do mundo dos arcades.

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