O primeiro Watch Dogs foi protagonista de um dos momentos mais polêmicos do mercado dos jogos no século. Em uma história que possui semelhanças com o desastroso lançamento de Cyberpunk 2077, a Ubisoft abusou nas campanhas de marketing e prometia trazer o que seria o próximo passo evolutivo dos jogos de mundo aberto.

Com Watch Dogs 2, a gigante francesa decidiu seguir em um caminho mais pé no chão, e até um pouco tímido. Somente mostrando o que realmente o jogo iria oferecer, a Ubisoft conseguiu ir muito além do que foi feito no primeiro jogo.

As mudanças vão além da forma em que o jogo foi apresentado. Já começamos falando do clima de Watch Dogs 2, que é muito mais leve, colorido e jovial que a busca por vingança de Aiden Pearce.

screenshot watch dogs 2

Mais jovem e alegre

Como protagonista temos o habilidoso hacker e gente fina, Marcus Holloway. Ele divide o palco com outros integrantes do grupo hacker extremamente colorido, DeadSec.

Saindo de uma Chicago embebida em crimes assombrosos ocultados por figurões, agora vamos para a alegre e vivida Califórnia.

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Com uma narrativa mais descompromissada e sem todo aquele peso emocional do primeiro jogo, a história gira em torno do grupo e de sua causa, que é desmascarar as mentiras de pessoas e entidades influentes e derrubar o sistema CTOS 2.0, que gerencia toda cidade e monitora toda os abitantes, inclusive predeterminando criminosos de maneira injusta.

Tudo é contado de uma forma bem leve e divertida, de uma maneira bem adolescente. A temática mais alegre é tão descompromissada que acaba perdendo ritmo cedo. Esse é inclusive um ponto inferior ao do primeiro, que mesmo com seus defeitos narrativos, a jornada de Aiden cumpria muito bem o papel de te deixar intrigado conforme nos aprofudavamos no submundo de Chicago.

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Esse é o único ponto em que o segundo jogo fica para trás, porque no resto ele supera com uma larga folga.

O controle da cidade em suas mão

No primeiro Watch Dogs a mecânica de hack era bem divertida, mas um pouco limitada. Já aqui você sente que está no controle da cidade e no que está na cidade.

A liberdade e as possibilidades fazem com que sair tocando o terror pela cidade seja muito mais divertido. Você pode fazer um verdadeiro caos no trânsito e até fazer com que a polícia entre em um confronto intenso com uma gangue. Tudo isso pode ser feito sem precisar tocar em sua arma.

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O tempero que deixa a cidade ainda mais divertida é o salto no nível de interação dos NPCs. Além de pode ver informações sobre eles, é possível ver o humor deles. O jogador também pode interagir com os NPCs, influenciando no humor deles. Dependendo de suas ações eles podem ser gentis ou partirem para cima de você.

Esse foi ponto que mais critiquei no primeiro jogo, mas no segundo a Ubisoft fez um trabalho primoroso, merecedor de uma larga salva de palmas.

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É divertido de mais encher o saco do pessoal pela cidade, ver eles reagindo revoltados quando notam que seu dinheiro foi roubado, ver eles nos ameaçado puxando uma arma quando estão muito irritados.

O mundo de Watch Dogs 2 também é muito superior em comparação com o do primeiro. Já começamos falando da localidade. São Francisco é uma cidade muita mais bonita e vivída que a cinzenta Chicago do primeiro jogo.

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Eu não posso falar muito sobre fidelidade com a cidade real, já que eu nunca fui para lá, mas pelo que se vê em filmes e em programas de TV, da para dizer que está bem fiel.

Não só a parte visual encanta, mas ela está mais recheada de coisas a se fazer, como comprar roupas (coisa que tinha no primeiro, mas era tão limitado que era quase imperceptível), uma diversidade enorme de corridas e várias outras missões secundárias.

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Os carros também ganharam mais atenção. A dirigibilidade foi um ponto bem questionado na jornada de Aiden, mas nas mãos de Marcus os carros possuem um controle muito melhor e bem mais variado. Existe uma enorme diferença de peso, derrapagem e aceleração de um carro para outro.

Pegar um carro e sair dirigindo por aí sem rumo é bem divertido. A dirigibilidade boa somada com os gráficos lindos te passam aquela imersão saborosa. Imagina você passando pela icônica ponte Golden Gate durante belo por do sol? A Ubisoft fez um ótimo trabalho.

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Já no combate temos um foco ainda maior no stealth, com Marcus sendo ainda mais vulnerável, mas em compensação temos muito, mais muito mais ferramentas para tocar o terror na encolha.

O que ficou estranho é a possibilidade de carregar apenas duas armas (além da arma de choque). Isso limita bastante as suas escolhas na ação armada, já que você tem um arsenal variado em suas mãos, como no primeiro jogo.

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Você pode usar drones terrestres e aéreos para observar e hackear inimigos há longa distancia. Você pode simplesmente comunicar que um dos inimigos que está no local onde você precisa invadir é um traidor de uma gangue e deixar uma guerra acontecer sem nem ao menos você sair do lugar.

Você pode sim entrar no tiroteio com o peito aberto, mas não garanto que a força de vontade ira te proteger das balas.

Com as habilidades de hacker bem evoluídas, os confrontos viram um verdadeiro playground.

screenshot watch dogs 2

Se o modo online do primeiro Watch Dogs era bom, o do segundo é ainda melhor. Seguindo a mesma linha da simplicidade, o online possui mais modos e tudo acontecendo ali no mapa do singleplayer.

Você pode encontrar um outro jogador sendo perseguido pela polícia, ser caçado pela polícia e por outros jogadores, e também tem o “pique-esconder harcker” como no primeiro jogo. Além é claro das corridas online.

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Como já mencionei no início, Watch Dogs 2 só peca na narrativa. Ela é mais leve descompromissada, ficando cansativa bem rápido. O pior de tudo é que ele sofre com um problema cronico dos jogos da Ubisoft, que é ser mais longo do que deveria ser.

Depois de um certo tempo, luta contra os poderosos da mídia e corporações se torna algo arrastado e sem sal. A história não é ruim, porém se estende tanto que fica enjoativa, como um pratão de uma comida boa, mas a gente não aguenta mais comer.

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Veredito

Watch Dogs 2 é um ótimo jogo de mundo aberto, perfeito para se jogar só para tocar o terro pela cidade. Os gráficos são incríveis, o civis reagem a suas atitudes e o que acontece na cidade, você tem uma grande variedade de possibilidades nas suas mãos, mas infelizmente ele não sabe quando parar.

Ubisoft fez bem em dar uma nova chance a franquia e principalmente com um marketing mais modesto. Em comparação com o primeiro, Watch Dogs 2 deu um salto gigantes e mostrou que seu nome tem sim espaço dentro do panteão de franquias da empresa.

Ele é uma ótima pedida para os fãs de mundo aberto. Se jogado com os amigos, ele garante horas de diversão, mas ele tem conteúdo suficiente para te prender durante horas fora das missões principais.

Avaliação: 3.5 de 5.

Watch Dogs 2 está disponível para PS4, Xbox One e PC.

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