Por Ronald Junior

Resident Evil 4 foi lançado em 2005 e é um grande marco histórico para a indústria dos games, se tornando um dos jogos mais influentes de todos os tempos. Franquias como Dead Space e The Last of Us são alguns exemplos de influenciados pela busca de Leon pela filha do presidente. Diferente de seu glamour após o lançamento, o seu desenvolvimento foi problemático e gerou várias ideias descartadas (e algumas até reaproveitadas).

Aqui no Esquilo Biônico já temos uma análise de Resident Evil 4 mas o assunto desse texto aqui é sobre as diversas versões descartadas.

Primeira versão

A primeira versão começou a ser desenvolvida em 1998, logo após o lançamento de Resident Evil 2. Ela estava programada para ser o terceiro capítulo da franquia, e assim com o segundo, contava com a direção de Hideki Kamiya. Mas quem acabou recebendo o título Resident Evil 3 foi o projeto BIOHAZARD 1.9.

Com isso, o projeto foi remanejado para a 6º geração de consoles. Kamiya queria um jogo com mais ação e mais estilo. Então Nuboru Sigumura (roteirista Resident Evil 2, Dino Crisis 2 e Onimusha), seguindo esse raciocínio, criou um roteiro cheio de mistérios e um protagonista “over power”

Hideky Kamiya

A história giraria entorno dos mistérios que envolvem o protagonista, Tony Redgrave e seu irmão gêmeo irmão Paul Redgrave, que possuem habilidades sobre-humana e grande intelecto graças a infecção do vírus progenitor.

Como quase todo mundo já sabe, o projeto fugiu muito do conceito da franquia, principalmente do gênero do survival horror. Shinji Mikami, vendo que o projeto era promissor, convenceu a todos que o projeto continuasse, mas como uma nova IP. Após isso, Kamiya fez um novo roteiro, substituindo as armas biológicas por demônios. E foi assim que nasceu Devil May Cry em 2001.

Curiosidade: Segundo Kamiya, o sobrenome “Redgrave” foi escolhido pala semelhança com o sobrenome “Redfield”

Versão “Castle”

Com o último projeto virando Devil May Cry, a produção de Resident Evi 4 teve que recomeçar. A nova versão trazia Leon S. Kennedy, que após os acontecimentos do segundo game, foi convocado pelo exército americano e passou a integrar uma equipe de elite.

Durante uma invasão malsucedida ao castelo do doutor Oswell E. Spencer, sua equipe se deparou com uma névoa escura, que nada mais era do que uma arma biológica. O único sobrevivente foi Leon, mas ele foi infectado por um vírus e devia resistir a mutação. Essa versão foi batizada de “Castle”. Essa build chegou até a ganhar um trailer na Tokyo Game Show de 2002.

O game estava sendo projetado para GameCube, mas os desenvolvedores estavam tendo dificuldades com a névoa negra. Yasuhisa Kawamura teve a ideia de tirar a névoa e colocar inimigos que seriam frutos de alucinações por conta do vírus. Para isso foi necessário criar outro roteiro, então deu se inicio a uma nova versão.

Partes do roteiro da versão “Castle” foram reaproveitados para o desenvolvimento de Hauting Ground.

Curiosidade: Durante a gameplay da verão “Castle”, Leon encontraria uma jovem que foi submetida a vários experimentos e era protegida por um cachorro

Versão “Hallucination” ou “Hook Man”

A build “Hallucination” é conhecida por ser a versão mais assustadora de todas. Por conta da contaminação de Leon, ele passou a ter alucinações. Nos momentos onde Leon alucinava, o tom do cenário ficava azulado e do nada, ou um inimigo surgia ou um elemento do cenário, como bonecas em uma estante, viram inimigos. Essa versão até ganhou uma gameplay bastante extensa.

O inimigo que mais chamou a atenção nessa build foi o fantasma com gancho que sai de um quadro e persegue Leon durante um bom tempo. Um outro momento da gameplay que chama atenção é a sala com as armaduras que foram reutilizadas na versão final, no trecho onde controlamos Ashley.

Embora o estilo de câmera fosse semelhante ao visto em CODE: Veronica e no Remake do primeiro Resident Evil, ao mirar, a câmera se posiciona sobre os ombros de Leon, aspecto que foi reaproveitado e expandido na versão final. Nessa biuld também podemos ver a mira laiser que também foi reutilizada na versão final.

O problema da versão “Hallucination” era que o GameCube tinha dificuldades de processar duas variações do mesmo cenário simultaneamente. Isso fez com que a ideia das alucinações fosse descartada.

Versão “Zombie”

A versão “Zombie” era vista como o retorno da franquia as suas origens, mas isso foi visto como um retrocesso e acabou não indo muito para frente, pois o produtor Shinji Mikami, queria trazer algo totalmente novo. Os inimigos dessa versão, que eram chamados de “Dabamen”, foram reutilizados para criar os Ganados.

Depois dessa longa jornada e diversas versões, Resident Evil 4 foi tomando a forma como conhecemos e fez um sucesso estrondoso, ganhando portes e até uma versão para óculos de realidade virtual. E você? Já conhecia alguma dessas versões? Você acha que alguma delas poderia ser melhor que a versão final? Deixe sua opinião nos comentários!

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