Por Ronald Junior

Prototype foi lançado em junho de 2009 e trazia uma proposta de te deixar no controle de um ser de poderes caóticos em um mundo aberto preparado para ser devastado. Isso não era novidade para Radical Enterteiment que já tinha em seu currículo The Incredible Hulk: Ultimate Destruction, que inclusive podemos considerá-lo um antecessor espiritual fe Prototype, já que muitos de seus conceitos foram aproveitados para criar essa aventura onde não fica claro se você é o herói ou vilão.

Na época de seu lançamento, eu o via nas revistas de jogos e nutria uma fantasia de que esse seria um jogo sublime, simplesmente memorável. Por não ter um console da geração, fiquei aguardando ansioso o dia que iria pôr as mãos nesse belezinha. Esse dia chegou e quero compartilhar com vocês essa experiência um tanto quanto frustrante nessa análise de Prototype.

Uma ótima proposta desperdiçada

Prototype se trata de um jogo de ação caótica em um mundo aberto e conta jornada de Alex Merci em busca de resposta sobre o que o tornou nesse mostro e como esse vírus se espalhou pela cidade criando um verdadeiro caós.

Em termos de gameplay, a sua estrutura é a mesma da Ultimate Destruction, porém ela traz algumas adições. A proposta de Prototype, assim como a do jogo de Hulk, é muito interessante. Sair por aí causando o verdadeiro caós na cidade com uma criatura em constante evolução parece algo bem divertido, mas o estúdio acabou pecando em vários aspectos, fazendo com que o jogo se torne cansativo e repetitivo muito rápido.

Mergulhando no caos

O tempero principal de Prototype é o que o estraga, o caos. O game é caótico ao ponto de você não intender absolutamente nada do que está acontecendo. São mísseis aqui, tiro ali, e com isso sua vida vai sendo drenada sem amenos você saber o que te atingiu. Isso deixa o jogo muito irritante.

Sair destruindo diversas pessoais pela frete é simplesmente divertido, mas o cenário muda quando temos um oponente mais digno. O combate corpo a corpo se torna horrível e cansativo, e para piorar a ação toda, a mira é péssima. Você pode até mirar em algum inimigo, mas quando ele morre, a mira continua travada nele. A mudança de alvo deve ser feita manualmente, mesmo com o inimigo morto. Não estamos falando de um jogo onde encaramos 5 ou 6 inimigos ao mesmo tempo, e sim mais de 20. Esse detalhe acaba com o dinamismo do combate que já não é bom, tornando a experiência ainda mais frustrante.

Para não ficar só falando mal. Seu sistema de evolução é bem simplificado e direto ao ponto, sendo necessário apenas ter a quantidade de pontos para comprar as habilidades. Sem contar que é muito fácil conquistar esses pontos, assim deixando você evoluir de maneira rápida e dando aquele incentivo para concluir a campanha.

O seu arsenal de ataques também são bem variados e interessantes, mas eles acabam perdendo esse brilho em meio a essa ação desordenada. O grande ponto alto de Prototype acaba ficando na sua navegação pelo mapa. É muito divertido sair correndo pelos prédios e planar pela cidade, mas, alguns pequenos problemas de designer no mapa podem acabar te deixando frustrado. Ao correr na parede de prédios com cobertura, Alex dá um pequeno mortal e volta pro chão. Agora se imagine cercado pelos inimigos mais chatos do jogo na frente de um local com cobertura. Em vez de conseguir fugir para tentar atacar por outro ângulo, você dá um pequeno mortal e cai no meio deles. Isso aconteceu comigo mais de uma vez. Não tenho palavras pra descrever a raiva que senti nessas situações.

Mundo aberto genérico

Como se já não basta-se os outros problemas, a cidade é completamente genérica e sem um pingo de carisma. Para deixar as coisas ainda pior, ela é repleta de táxis, mais muitos táxis. Eu sei que o foco do jogo não é nos carros, mas eles poderiam pelo menos terem colocado mais variações de cores para não cair na mesmice.

Os gráficos não são feios, mas não são grande coisa para época. Lembrando que no mesmo período tivemos Unchated 2, Assassins Creed 2 e Batman Arkham Asylum.

Uma história esquecível

Com uma gameplay ruim, a história poderia colaborar para dar mais vida ao game, mas ela consegue ser fraca e desinteressante. Ela foca tanto em Alex e sua jornada que ficou faltando um bom vilão. Todo o desenrolar da história é chato e cansativo.

A estrutura das missões são muito repetitivas. Trata-se de ir a certo ponto e destruir tanques, ir para outro ponto e absorver as memórias de alguém importante e por ai vai. Chega um certo ponto que elas acabam caindo na mesmice e fazendo sua empolgação diminuir.


Somente decepção

Eu confesso que me forcei a terminar esse jogo. Como deixei bem claro nessa análise, fiquei bem decepcionado com o produto final apresentado, mas o conceito de Prototype é muito promissor e mereceu sim uma segunda chance. Prometo trazer logo uma análise de Prototype 2, mas deixo aqui o meu desapontamento com o primeiro jogo. Provavelmente fui vítima das minhas expectativas altas, porém não posso deixar passar que esse foi um jogo totalmente esquecível.

Se você quiser jogar, é por sua conta e risco, mas já deixo claro pra você jogar suas expectativas lá em baixo para não sofrer o que eu sofri.

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