Resident Evil é uma das franquias de maior importância do mundo dos jogos e é responsável por popularizar o gênero survivor horror. Todo esse império começou com projeto de uma continuação espiritual do RPG sobrenatural Sweet Home, lançado em dezembro de 1989 para o Famicom e que nunca deu as caras aqui no ocidente.

Originalmente o projeto seria lançado para o Super Nintendo, mas por conta dos novos consoles e a popularização da tecnologia 3D, o projeto migrou de plataforma e aproveitou alguns conceitos de Alone in The Dark (1992). Então em 22 de março de 1996 foi lançado Biohazard para PS1 e logo depois para Sega Saturn e PC, mas por conta de direitos autorais o nome teve que ser trocado aqui no ocidente. Por se passar em uma mansão, ele recebeu o nome de Resident Evil.

Logo de cara o game foi um enorme sucesso de crítica e de vendas, assim surgindo uma grande legião de fãs apaixonados e sedentos por novos títulos e outros tipos de conteúdo relacionados a Jill e companhia. Embora tenha surgido alguns jogos ruins (Umbrella corps manda um abraço), a franquia é um grande sucesso comercial e rende rios de dinheiro para Capcom, mas o assunto aqui é sobre o jogo que deu origem a isso tudo.

Que tal relembrar aquele icônico primeiro encontro com o zumbi que mais parecia o cantor Belo? Então se prepare por que eu recebi a honrosa tarefa de analisar esse título que é um marco histórico para a indústria dos jogos e da cultura pop em geral.

De volta ao primeiro susto

Resident Evil se passa em 1998 e cobri a busca do time Alpha do STARS ao time Bravo, que perdeu contato com a delegacia de Raccon City ao ir até as montanhas investigar um local que ocorreu diversos assassinatos estranhos, onde os corpos apresentavam sinais de canibalismo.

Ao chegar no local, o time Alpha se depara com o um cachorro medonho que ataca e mata um dos integrantes da equipe. Ao se ver em uma situação de extremo perigo, a equipe se abriga no primeiro lugar que em contra, em uma mansão aparentemente abandonada. E assim se inicia nossa jornada repleta de revelações e reviravoltas.

Antes de vermos a cena maravilhosa da Jill gritando “Joseeeeeph!” e Chris falando o icônico “No! Don’t go!”, devemos escolher o entre eles para enfrentarmos os perigos dessa mansão cheia de zumbis e criaturas medonhas que devem existir em algum lugar da Austrália.

A movimentação é um pouco estranha e pode demorar um tempinho até se acostumar, porém ela acaba contribuindo para o suspense, já que você não vai conseguir reagir como um atleta. Por conta dos cenários pré-renderizados, a câmera é fixa e vai mudando de ângulo de acordo com sua posição no cenário.

Aprendendo a sobreviver

Seu objetivo aqui não é matar vários zumbis e fazer uma pilha de cadáveres, e sim sobreviver. Os recursos são escassos, então é sempre bom evitar o combate e matar criaturas somente quando necessário. Para sobreviver sem ter problemas com falta de munição, é importante dar uma de Ronaldinho e “dibrar” os zumbis, porém é bom dominar a movimentação travada antes de querer ser o rei dos dribles, se não você cairá nos braços das criaturas (experiência própria).

A mansão possui um ar sombrio e opressor, e somada com a trilha sonora, e alguns momentos a ausência dela, te deixa acuado, com uma sensação de que algo pode te matar a qualquer momento. Em uma primeira jogatina você se sente receoso, não só com o que está a sua frente, mas também com o que pode está atrás da próxima porta. Essa é a magia do suspense, o medo do que não se vê. Não chega a ser algo apavorante, mas em sua primeira viajem você sentira um friozinho na barriga em algumas situações.

O requisito principal para se dar bem aqui é a atenção. Cada canto da mansão possui um quebra-cabeça ou algum item, seja munição, erva, ou até outros itens de puzzle. Prestar atenção em alguns documentos encontrados e em alguns números que podem até parecer sem sentido, será o diferencial na hora de terminar o jogo e até mesmo na busca de finais alternativos.

Dublagem e atuação a nível de peça do jardim de infância

Uma das peculiaridades mais marcantes do primeiro Resident Evil são suas atuações espantosas feita por pessoas que nem sei se realmente são atores. Parece que chegaram em algumas pessoas aleatórias na rua e ofereceram um salgado e um suco para atuarem.

Realmente essas cenas são terríveis, mas se você é como eu e curte vê umas cenas dessa só para dar rizada, até que vale a pena. Alguns diálogos também são meio esquisitos, mas a dublagem não fica pra trás no quesito bizarrice.

O ponto mais alto do primeiro Resident Evil é o seu fator replay. A gameplay de Chris e de Jill possuem histórias diferentes e sem contar que cada uma delas possuem múltiplos finais, são 7 no total. Ou seja, tem muito mais coisas a se fazer depois de finalizá-lo pela primeira vez, e olha que estamos falando de um jogo de 1996. No mínimo você é convidado a terminá-lo mais uma vez com o outro personagem. Até hoje ele é o jogo da franquia com maior número de finais.

Um marco da cultura pop

Mesmo com algumas falhas, Resident Evil foi um jogo revolucionário e um marco para a indústria dos jogos eletrônicos. Essa é uma obra que merece ser revistada, ou até mesmo ser encarada pela primeira vez por novos jogadores, para que eles conheçam o ponto de partida dessa franquia gigante.

Eu entendo que várias de suas mecânicas já estão datadas, principalmente seu esquema de movimentação, mas acredito que vale sim apena conhecê-lo , mesmo que seja para caçoar das atuações. Ele pode até não merecer uma nota máxima, porém o que esse jogo criou foi algo surreal.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s