Por: Ronald Junior

Bayonetta é sem sobra de dúvidas uma obra-prima do gênero Hack and Slash e que infelizmente só fui jogar anos depois de seu lançamento, mas antes tarde do que nunca. Bayonetta é um show de carisma, exagero, sensualidade e possui um combate impecável com o selo Platinum Games de qualidade e assinado por Hideki Kamiya. Lançado em 29 de outubro de 2009, a aventura da nossa amada bruxa umbra foi aclamada pela mídia especializada e também pelos os jogadores, chegando a ser considerado um dos melhores em um gênero dominado na época por God of War e o filho mais velho de Kamiya, Devil May Cry.

Atualmente, Bayonetta é uma franquia bem estabelecida com o segundo capitulo bem sucedido, sendo até indicado a jogo do ano em 2014 junto com Dark Souls II e Dragon Age: Iquisition(que foi o vencedor), e com um terceiro capitulo ainda em desenvolvimento com apenas um teaser revelado. Agora chega de papo e vamos ao que interessa. Chegou a hora de analisarmos o jogo que deu origem a isso tudo.

Bayonetta screenshot 1

Combate agressivo e elegante

Não tem com iniciar essa análise sem antes rasgar elogios para o seu combate incrível. Ele é simples o suficiente para os novatos do gênero se habituarem sem muita dificuldade e denso o bastante para os veteranos se esbaldarem criando combos longos absurdos. O combate é dinâmica e inteligente, e requer a atenção do jogador. A esquiva é uma habilidade essencial para o êxito nas lutas, já que com ela você abrira brechas para contra-atacar. Usada no timing certo, você terá acesso ao “Witch Time”, uma habilidade que desacelera o tempo deixando os inimigos completamente indefesos.

O número de armas disponíveis é bom e elas são bem variadas, indo de um revolver a um chicote de serpente. Você pode configurar dois sets de armas no menu de equipamentos e alternar entre eles a qualquer momento com um simples aperta de botão. Para desbloquear novas armas é necessário encontrar os fragmentos de LPs escondidos nos cenários.

Bayonetta screenshot 2

Infelizmente, o maior inimigo aqui é a câmera. Mesmo travando a mira em uma criatura, nem sempre ela estará em seu campo de visão. Em um jogo onde atenção é crucial, a câmera teimosa te deixar frustrado, e o problema se agrava ainda mais no modo Hard onde o número de inimigos é maior e o intervalo que eles atacam é menor.

Devil May Cry com bruxas?

Não tem como negar a semelhança com Devil May Cry, como já mencionado no início, ambos os jogos são criações de Hideki Kamiya, mas vamos deixar bem claro. Bayonetta não é um cópia descarada da saga do filho de Sparda, mas é nítido que ambos os jogos partilham da mesma essência. É possível notar isso no ritmo do combate, o estilo debochado de Bayonetta e também nas extravagâncias, como lutar em cima de um míssil. Mesmo com essas semelhanças, Bayonetta é uma aventura legítima que possui seus méritos.

Veredito

Bayonetta foi o título que colocou a Platinum Games no radar mundial da indústria. Depois de jogar por várias horas pude entender os analistas que o apontaram como um dos melhores jogos do gênero. A gameplay espetacular, o universo excêntrico e a protagonista carismática fazem de Bayonetta um jogo memorável e que vale a pena jogar mais de uma vez. Para quem nunca jogou, seja por nunca ter tido a oportunidade ou até mesmo por preconceito pela semelhanças com Devil May Cry, recomendo que de uma chance. Amenos que você não curta jogos de Hack and Slash, Bayonetta irá conquistar.

Bayonetta está disponível para PS3, Xbox 360, PS4, Xbox One, Wii U, Switch e PC.